Passar pelo fim de um relacionamento nunca é fácil, principalmente quando o casal já está junto há um bom tempo. Tanto em namoros ou em casamentos, geralmente, há sofrimento de ambas partes.
Este rompimento pode afetar a autoestima, causar um sentimento de vazio e até mesmo de culpa.
Portanto esta fase precisa de adaptações, para que se possa sair dela da forma mais tranquila possível. Aceitar que o relacionamento acabou é a primeira etapa da recuperação.
O sofrimento também faz parte
do processo, e precisa ser passageiro.
O processo de superação pode ser mais ou menos longo, dependendo de
uma série de fatos como, por exemplo, ter outras fontes de afeto e de
prazer, disposição para cultivar tudo aquilo que dá sentido à própria
vida, nos planos afetivo, social, cultural, profissional.
O término de um relacionamento não significa que este tenha dado errado ou que os parceiros (ambos ou um deles) sejam culpados... Em todo o caso, cabe nos avaliarmos, permanentemente, sem cultivarmos sentimentos de culpa, mas assumindo responsabilidades pela construção de nossos vínculos.
A maioria das pessoas procura tentar se distrair, sair com os amigos, não ficar sozinho.
Uma coisa é cultivá-lo e outra, bem diferente, é reconhecê-lo e superá-lo construtivamente. Faz bem distrair-se e cultivar outros laços, seja com a família, com os amigos ou no terreno profissional.
Ficar remoendo o passado, fazendo render o luto, pode representar um processo nada saudável, como também não seria saudável buscar saídas com festas, bebidas. São ruídos que abafam a voz da dor, tornando-a completamente inaudível, irreconhecível.
Aqui se encontram, também, as buscas por relacionamentos imediatos, supostamente capazes de curar as feridas, substituindo o amor que se foi. Mas esta atitude de fuga dificilmente traz bons resultados.
Ajuda Emocional
Considero ajuda emocional todo apoio moral e psicológico que uma pessoa possa receber. Esta ajuda pode vir tanto de um profissional como de pessoas leigas. Todo amigo que te escuta nos momentos de fragilidade pode estar lhe oferecendo ajuda emocional que, muitas vezes pode ser suficiente. Um amigo costuma ter bom coração.
Mas à vezes, é possível que se faça necessário uma ajuda profissional que utiliza as informações obtidas tanto em sua formação como em sua prática clinica para ajudar a pessoa que está em sofrimento ou que solicitou a ajuda emocional. Ele pode ajudar em vários aspectos como por exemplo a superar situações difíceis, aprender novas habilidades interpessoais, se conhecer e reconhecer quais são seus verdadeiros valores e motivações, etc.
Amigos e parentes podem oferecer o suporte emocional necessário?
Muitas vezes a meta é justamente essa:
Trabalhar para inserir a pessoa no universo saudável das relações interpessoais,
dos amigos, namorados, colegas, parceiros profissionais, etc.
Acredito que o ser humano foi feito para estar entre pessoas e viver em grupo.






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